Trabalho da rede de proteção social do município garantiu o resgate da autonomia, permitindo retomada da convivência familiar e vida comunitária de 14 pessoas
Nos últimos dois meses, a Prefeitura promoveu a reinserção social de 14 pessoas que estavam acolhidos no Núcleo de Integração Social (NIS), no Alto da Serra. Por meio do trabalho da rede de proteção social do município, foi possível garantir o resgate da autonomia individual e a retomada da convivência familiar e vida comunitária.
“Nosso grande objetivo é cuidar da nossa população, um trabalho feito de forma humanizada, respeitando as necessidades de cada pessoa, mas buscando sempre garantir os direitos e a dignidade de cada um. A rede de proteção social atua dessa forma desde o primeiro momento de abordagem às pessoas em situação de rua e também nos nossos equipamentos como o Centro Pop e o NIS, e busca sempre dar condições para que as pessoas consigam reconstruir a própria vida”, destacou o prefeito Hingo Hammes.
Das 14 pessoas, sete são homens e sete mulheres, de diferentes idades e tempo de acolhimento no NIS. Cinco delas optaram por voltar para a cidade de origem e as demais conseguiram uma nova casa para morar em Petrópolis. Nos dois casos (embarque para outro município ou mudança para uma residência), há um trabalho efetivo para tornar a nova vida possível.
Autonomia financeira, cuidados com saúde, busca por familiares
Para o início da reinserção, a primeira ação é o cuidado em garantir que a pessoa acolhida tenha condições financeiras de sustento. Por isso, os técnicos do NIS buscam informações sobre benefícios sociais ou previdenciários que os acolhidos possam ter direito – como Bolsa Família ou BPC – ou então ajudam na busca por um trabalho (colaboram com a montagem de currículos, informam sobre vagas de emprego disponíveis).
Outro ponto importante são os cuidados com a saúde física e mental, já que as pessoas passam a viver de forma independente a partir da reinserção. Neste momento, há um cuidado particular também se o acolhido precisa de suporte para tratamento contra alcoolismo ou dependência química – nesse caso, é feito encaminhamento para o Caps-AD.
“Tudo é feito com muita segurança, para garantir que as pessoas que estão sendo reinseridas não fiquem desamparadas”, apontou a coordenadora do NIS, Daniela Cajado.
Em todo momento, há a busca ativa por familiares. As equipes tentam fazer contatos para verificar a possibilidade de restabelecer vínculos com parentes próximos. Um dos casos de reinserção ocorreu exatamente dessa forma: um homem retornou para a casa da mãe.
Acompanhamento
Os técnicos do NIS também têm um papel decisivo na busca por uma nova casa para promover a reinserção dos acolhidos, orientando sobre imóveis disponíveis para aluguel e colaborando para mobiliar a residência. Uma nova reinserção deve acontecer nas próximas semanas e, para este caso, os colaboradores já ajudaram na aquisição de móveis e eletrodomésticos, como armário, cama e fogão.
Uma vez reinseridos, as equipes seguem mantendo contato, oferecendo suporte durante um período para que as pessoas tenham condições de seguir em frente, com objetivo de evitar que voltem ao ciclo de vulnerabilidade.
NIS
O NIS é o serviço de acolhimento institucional do município que abriga, atualmente, cerca de 65 pessoas. Geralmente, o acolhimento ocorre após a abordagem social promovida pela Secretaria de Assistência Social e o atendimento inicial realizado no Centro Pop, onde as pessoas em situação de rua conseguem suporte para serviços essenciais, como alimentação, banho e guarda de pertences, além de encaminhamentos para emissão de documentos, atendimento em saúde, acesso a benefícios eventuais, entre outros. O NIS também oferece alimentação, banho e ainda a possibilidade de passar a noite.
“Trabalho de abordagem e acolhimento de pessoas em situação de rua é humanizado em todas as fases. Desde o primeiro momento, nossas equipes procuram ouvir essas pessoas para entender as necessidades delas e oferecer o atendimento mais adequado. O foco é sempre retomar a vida dessa pessoa na sociedade e restabelecer os vínculos familiares, sempre que possível, respeitando a liberdade de cada um e com dignidade”, afirmou o secretário de Assistência Social, Wesley Barreto.