Três Rios será a primeira cidade a receber o Projeto Raízes do Amanhã, iniciativa que levará seminários sobre ancestralidade quilombola a escolas públicas das oito regiões do Estado do Rio de Janeiro entre agosto e dezembro. A abertura do circuito acontece no dia 24 de agosto, no Instituto de Educação Professor Joel Monnerat, reunindo estudantes, educadores, pesquisadores e representantes de comunidades quilombolas. O tema desta primeira edição será Turismo Comunitário.
O seminário terá entre os participantes Estefanie Rodrigues Barbosa, quilombola do Quilombo Boa Esperança, em Areal (RJ), coordenadora social, ambiental e fundiária da comunidade, mestranda em Biodiversidade em Unidades de Conservação pela Escola Nacional de Botânica Tropical e membro do Coletivo de Meio Ambiente da ACQUILERJ; e o professor Dr. Koffi Djima Amouzou, coordenador da Escola de Gestão e Negócios do UniFOA Digital e delegado do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ) em Nova Iguaçu.
Realizado pela ONG Art Cult, em parceria com a Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura do Ministério da Cultura (MinC) e a Associação de Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (ACQUILERJ), o projeto busca valorizar a memória oral, os saberes ancestrais e a contribuição das comunidades quilombolas para a formação da identidade e da cultura fluminense. A iniciativa é viabilizada por meio de um termo de fomento decorrente de emenda parlamentar do deputado federal Eduardo Bandeira de Mello (PV-RJ).
Ao longo do segundo semestre, o Raízes do Amanhã percorrerá as oito regiões do estado com seminários em instituições públicas de ensino e Rodas de Conversa realizadas nos próprios territórios quilombolas. Ao todo, 54 comunidades participam das Rodas de Conversa, entre elas Boa Esperança, em Areal, e Manoel Congo, em Valença/Paty do Alferes, que integram a região Centro-Sul Fluminense.
“O Raízes do Amanhã nasce com o propósito de aproximar os estudantes da história viva das comunidades quilombolas. Levar esses saberes para dentro das escolas é uma forma de fortalecer a identidade cultural do nosso estado e reconhecer a contribuição dessas comunidades para a formação da sociedade brasileira”, afirma Evandro Tavares, presidente da Art Cult.
Além das atividades presenciais, todos os seminários terão transmissão ao vivo pelo YouTube. O projeto também disponibilizará gratuitamente as gravações e materiais de apoio pedagógico em formato digital. Os conteúdos serão oferecidos ainda à rede pública de ensino do Estado do Rio de Janeiro para uso de professores em sala de aula ou em atividades curriculares complementares. Ao final do projeto, um e-book reunirá conteúdos e registros da iniciativa.
O circuito será encerrado no Rio de Janeiro, com o Festival Raízes do Amanhã, que reunirá seminário, atividades culturais e uma feira com 54 estandes destinados à exposição de produtos das comunidades quilombolas participantes.