Por Gabriel Rattes
A violência contra trabalhadores de postos de combustíveis voltou a preocupar a categoria em Petrópolis. Na noite da última segunda-feira (17), um frentista foi agredido com uma coronhada na cabeça durante um assalto a um posto localizado na Rua Bingen.
O episódio reacendeu o alerta para a vulnerabilidade dos profissionais que trabalham no abastecimento e atendimento ao público, principalmente durante a madrugada. Segundo o SINPOSPETRO Niterói e Região, entidade que representa a categoria, os trabalhadores que atuam entre 22h e 6h estão mais expostos a situações de violência, especialmente em estabelecimentos que funcionam 24 horas e mantêm equipes reduzidas.
Ofício ao BPM
Após o caso, o sindicato encaminhou novamente um ofício ao comando do 26º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Petrópolis, solicitando reforço no policiamento e nas rondas nas proximidades dos postos de combustíveis, principalmente durante o período noturno.
“Essa não é a primeira vez que acontecem episódios de violência extrema aos nossos trabalhadores. Isso traz um pânico generalizado a todos os pais e mães de famílias que precisam sair de suas casas para garantir o sustento dos seus familiares”, afirmou Alex Silva, presidente do SINPOSPETRO Niterói e Região, em entrevista ao Correio Petropolitano.
Segundo Silva, a segurança dos trabalhadores não deve ser responsabilidade apenas do poder público. Ele defende que os empresários do setor também adotem medidas para garantir ambientes de trabalho mais seguros, especialmente durante a madrugada.
“Tem postos que têm apenas um único frentista abastecendo e atendendo as demandas dos clientes. Portanto, a segurança pública é dever do Estado, mas é obrigação de todos, inclusive dos empresários do setor dos postos de combustíveis”, destacou.
Sindicato cobra prevenção
O sindicato afirma que a presença ostensiva das forças de segurança nas áreas onde estão instalados os postos pode contribuir para a prevenção de crimes e para diminuir a sensação de insegurança entre trabalhadores e clientes.
A entidade também pretende manter o diálogo com as autoridades para identificar os locais e horários de maior vulnerabilidade e discutir medidas capazes de reduzir os riscos enfrentados pelos profissionais.
Além de assaltos, trabalhadores de postos estão sujeitos a ameaças, agressões e outras situações de violência durante o expediente. Em estabelecimentos que operam durante toda a madrugada, equipes reduzidas podem aumentar a exposição dos funcionários.
O SINPOSPETRO informou que continuará acompanhando a situação em Petrópolis e cobrando medidas para ampliar a proteção dos trabalhadores da categoria.
Procurado pelo Correio Petropolitano, o 26º BPM não apresentou resposta até o fechamento da edição.