Entidade chama atenção para pontos críticos ao longo da União e Indústria e defende planejamento da drenagem das vias que despejam água na rodovia
Faltando quatro meses para a chegada do verão, a UNITA – Unidos por Itaipava volta a chamar atenção para um problema que se repete nos períodos de chuva: os pontos de alagamento ao longo da Estrada União e Indústria, especialmente na região de Itaipava. Para a entidade, parte do problema não está apenas na própria rodovia, mas no volume de água que chega a ela pelas vias adjacentes, evidenciando a necessidade de um planejamento mais amplo da drenagem urbana. Esta semana, entre quarta e quinta (10), a quantidade de chuva deixou o problema evidente e deu o tom do que o verão pode representar na região em termos de deficiência na mobilidade e falta de segurança para motoristas e pedestres.
Em diferentes pontos do distrito, a água que desce das vias laterais acaba encontrando a União e Indústria, aumentando o risco de alagamentos e comprometendo o trânsito. A situação ganha maior preocupação com a proximidade do verão, quando o volume e a intensidade das chuvas costumam aumentar na Região Serrana. Os alagamentos, além da principal artéria do distrito, também são verificados nas ruas adjacentes.
Para o presidente da UNITA, Alexandre Plantz, a proximidade do período mais chuvoso deveria servir como alerta para que as intervenções necessárias sejam planejadas com antecedência. “Os pontos críticos são conhecidos e precisamos aproveitar os meses que antecedem o verão para identificar de onde essa água está vindo, como ela está sendo conduzida e onde estão os gargalos da drenagem”, afirma.
A entidade chama atenção ainda para uma questão que vai além da manutenção de bueiros e galerias. O crescimento urbano de Itaipava trouxe novas áreas pavimentadas e ampliou a impermeabilização do solo, reduzindo a capacidade de infiltração da água da chuva. Com menos água absorvida pelo solo, aumenta o volume que precisa ser conduzido pelas redes de drenagem.
“Quando uma rua é asfaltada, quando um terreno é ocupado ou uma área é pavimentada, a água que antes infiltrava passa a procurar outro caminho. Se a drenagem das ruas não acompanha esse crescimento, a água vai naturalmente para os pontos mais baixos e, em Itaipava, muitas vezes esse caminho termina na União e Indústria”, explica o secretário da UNITA, Fabrício Santos.
Para a entidade, o município precisa ter um diagnóstico atualizado da micro drenagem do distrito, identificando os pontos de captação, galerias, canais, áreas de contribuição e os locais onde a infraestrutura existente não é suficiente para suportar o volume de água. A partir desse levantamento, seria possível estabelecer prioridades e programar intervenções antes dos períodos de chuva mais intensa.
A UNITA defende que a questão seja tratada de forma integrada, envolvendo as ruas que alimentam a União e Indústria e não apenas os pontos onde a água chega à rodovia. “Não adianta olhar somente para onde a água aparece. É preciso olhar para todo o caminho que ela percorre até chegar ali. Se o problema começa algumas ruas acima, a solução também precisa começar ali”, destaca Alexandre.
Segundo a entidade, a prevenção também deve acompanhar o processo de expansão urbana de Itaipava. Novos empreendimentos e áreas impermeabilizadas significam maior volume de água escoando superficialmente, o que torna ainda mais importante que projetos de ocupação e obras de infraestrutura considerem a capacidade de drenagem existente.
“Estamos falando de uma questão de planejamento urbano. Itaipava continua crescendo e precisamos garantir que a infraestrutura acompanhe esse crescimento. Drenagem não pode ser discutida somente depois que a rua alaga. Ela precisa fazer parte do planejamento da cidade”, aponta Fabrício Santos.