Grande final reuniu famílias em manhã lúdica no Soberano Jazz Club; projeto teve patrocínio da GE Aerospace e do Governo do Estado, impactando centanas de crianças também na rede pública
O Soberano Jazz Club viveu uma manhã inesquecível neste domingo, 14 de junho, para marcar o encerramento da primeira edição do Festival Soberaninho. Com casa cheia, o público – formado por gerações de famílias, pais e muitas crianças – celebrou o fechamento de um ciclo que uniu música, educação e arte ao longo de três meses em Petrópolis, região serrana do Rio.
O ponto alto deste encerramento foi o espetáculo inédito “Cantos e Contos de São João”, comandado pela cantora, compositora e educadora Bia Bedran. Em um ambiente tomado pelo clima lúdico e pela felicidade contagiante das crianças, Bia resgatou a riqueza das festas juninas com ritmos de forró, xote e baião. A apresentação ganhou um brilho plástico único com as intervenções visuais ao vivo do premiado ilustrador Renato Alarcão, que costurou música e artes plásticas diretamente no palco.
Iniciado em abril, o Festival Soberaninho ofereceu manhãs de domingos gratuitas na charmosa casa de cultura em Itaipava, trazendo nomes consagrados como Léo Gandelman, Cláudio Nucci, Dori Caymmi, entre outros.
Uma grande novidade projeta os olhos do festival para o futuro. Embalada pelos excelentes resultados educacionais e sociais, a direção do Soberano confirmou que a próxima temporada já está em desenvolvimento e abrirá as portas para que artistas locais e regionais inscrevam suas propostas de espetáculos.
“Estamos imensamente felizes com o sucesso desta primeira edição do Festival Soberaninho e a próxima temporada já está sendo desenhada. Nosso grande objetivo é ampliar o festival para muitas outras atrações e, por isso, vamos abrir inscrições para que os artistas nos enviem seus projetos. Queremos contar com a participação ativa de talentos de Petrópolis e de toda a Região Serrana, somando-se aos nomes que tradicionalmente trazemos do Rio de Janeiro. A nossa curadoria vai avaliar a viabilidade de cada proposta e, principalmente, o quanto ela pode agregar à educação lúdica e à formação cultural das crianças”, destaca Raquel Saraceni, sócia do Soberano Jazz Club.
Formação de público e impacto social histórico
Muito além das apresentações de domingo, o projeto estendeu seus braços para a comunidade por meio da vertente “Soberaninho na Escola”, realizada em parceria com a Secretaria de Educação de Petrópolis. A iniciativa levou 12 atrações gratuitas diretamente às escolas municipais da região – incluindo o coral dos Canarinhos de Petrópolis e espetáculos de teatro de bonecos -, além de capacitar cerca de 80 professores multiplicadores. Ao todo, a ação gerou um impacto indireto para cerca de 4 mil estudantes da rede pública, plantando a semente da música e das artes na infância.
“O Soberaninho articulou arte, educação e impacto social ao oferecer gratuitamente às crianças uma experiência ativa com a música brasileira. Ficamos muito felizes porque o projeto ampliou o acesso à nossa cultura e fortaleceu a formação de público desde a infância, dentro e fora das escolas”, pontua Sergio Saraceni, sócio do Soberano, músico, maestro, compositor, produtor e uma das maiores referências da música para audiovisual do Brasil.
A força e a importância do apoio cultural
O sucesso absoluto desta primeira edição – traduzido em sorrisos, inclusão e plateias lotadas – reforça o papel transformador das parcerias estratégicas entre a iniciativa privada, o setor cultural e o poder público.
O Festival Soberaninho foi realizado com o fundamental patrocínio da GE Aerospace (GE Celma), através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Esse investimento cultural foi o grande motor que viabilizou a democratização do acesso à arte de altíssimo nível, permitindo que milhares de crianças de Petrópolis, tanto no espaço do Soberano quanto nas salas de aula das escolas públicas, tivessem contato direto com a riqueza do patrimônio imaterial brasileiro.
O encerramento do festival consolida o Soberano Jazz Club não apenas como uma referência de entretenimento noturno e gastronomia, mas como um polo gerador de impacto social, cidadania e transformação através da cultura.
O festival em números:
- 3 meses de programação cultural contínua e gratuita para o público infantil.
- Grandes nomes da MPB, Jazz e Artes Visuais no palco principal em Itaipava.
- 12 atrações gratuitas levadas diretamente para o ambiente escolar municipal.
- Cerca de 80 professores da rede pública foram capacitados em workshops e oficinas artísticas.
- Cerca de 4.000 estudantes impactados indiretamente pelas ações pedagógicas regionais.