Por Leandra Lima
A dança é uma das ferramentas artísticas que usam o corpo para expressar aquilo que às vezes está silenciado dentro do âmago do ser. Ela pode despertar o interesse por aquilo de que se gosta ou fazer florescer a vida nos pequenos detalhes. É nesse aspecto de fazer brotar algo novo que o festival de dança “Florescer” realiza sua segunda edição, reunindo dançarinos profissionais e amadores de diferentes faixas etárias e promovendo performances de vários estilos, como dança do ventre, dança cigana, carimbó, jazz, samba, ritmos e outros.
O evento, previsto para o dia 6 de novembro, às 19h, no Teatro Afonso Arinos, localizado no Centro de Cultura Raul de Leoni, é idealizado pela bailarina e coordenadora Monique Ramos, professora de danças ciganas e folclóricas da cidade. “O objetivo do Florescer é agrupar vários bailarinos da cidade com suas modalidades, promovendo a cultura de Petrópolis e fortalecendo a raiz cultural, já que a dança é para todos, independentemente de raça, gênero ou idade”, disse Monique.
Para além da dança
Segundo a professora, o festival traz a proposta de ser verdadeiro consigo mesmo e ser feliz, vivenciando o tempo e o espaço, trabalhando a autoestima e desconsiderando as pressões externas. “Às vezes, uma frustração, uma separação ou uma perda pode fazer com que a pessoa busque uma atividade que lhe proporcione acolhimento. Para muitas pessoas, especialmente as que gostam de dançar, a dança tem sido uma importante ferramenta de bem-estar”, contou.
O objetivo do evento, conforme a organizadora, é reunir bailarinos com propostas diferentes, permitindo que divulguem os próprios trabalhos e incentivando o público a também participar desse movimento. “Queremos mostrar que tudo é possível e que todos são capazes, especialmente quando se trata de promover o bem-estar e fortalecer a autoestima das mulheres”, ressaltou.
O festival já foi realizado anteriormente. A primeira edição aconteceu em março deste ano, em homenagem ao Dia da Mulher. “Na cidade, é muito difícil reunir grupos de dança, pois geralmente eles ficam restritos a academias específicas. Por isso, reuni pessoas de diferentes academias, com alunos iniciantes e intermediários, além de pessoas que nunca haviam dançado, mas aceitaram participar do desafio. Juntos, montamos uma coreografia”, comentou.
Nesta segunda edição, há algo diferente: outros segmentos vão integrar o festival. “Nesta edição, além da dança, teremos outras manifestações artísticas. Um dos participantes cantará pop, pop funk e pop reggae, além de dançar. Outro participante cantará e tocará violão. Assim, vamos reunir diferentes formas de expressão, quem canta, quem dança e quem toca. Afinal, tudo é arte, e a arte representa um florescer na vida de cada pessoa, especialmente quando ela se permite enfrentar novos desafios”, enfatizou.
Festival
Estarão presentes no Florescer o Grupo de Dança do Ventre Ariele Nunes, o Grupo Bella Lopes, o Grupo Holuzen, com danças ciganas e ritualísticas, além da bailarina e coreógrafa Rafane Nunes, Anusha Ramos e Shirley Sanches. Além disso, terá uma abertura com um lançamento.
Os ingressos para o público que desejar prestigiar o festival já estão disponíveis. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (24) 99329-4043. O valor do ingresso antecipado é de R$ 15.