Guilherme Motta é um defensor dos animais, que vive em Teresópolis e hoje é responsável por cuidar de 460 cães vítimas de abandono ou maus tratos. O trabalho começou em 2011, quando a cidade passou pela pior tragédia ambiental da região provocada pelas chuvas fortes. Na época muitas pessoas morreram ou perderam as casas onde viviam e por isso centenas de animais ficaram sem lar.

“Fui acolhendo cada vez mais animais, e em pouco tempo a casa dos meus avós, que era onde eu vivia, ficou cheia de cachorro. O que, claro, fez com que eu precisasse sair da casa deles. E desde então essa trajetória não tem sido fácil, já passei fome, morei de favor e cheguei a viver em ambientes minúsculos com quase 200 cães”, relembrou.
Apesar das dificuldades, aos poucos Guilherme foi se estabilizando e ganhou um abrigo maior para conseguir ajudar os animais acolhidos por ele. “Uma pessoa, que morava na cidade do Rio de Janeiro, soube do meu trabalho e o acompanhou por cinco anos, até decidir me ajudar com a doação deste abrigo. Sou muito grato pela ajuda, pois só assim consegui ajudar mais animais”, contou.

Abandono de animais é crime
No Brasil o abandono de animais é um problema sério. Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), apontou que a situação ficou ainda pior no pós-pandemia, e em dezembro de 2020 estimava-se que mais de 30 milhões de cães estavam abandonados no país.
O abrigo conta com 11 funcionários, trabalhando 24 horas por dia, para manter o abrigo limpo e saudável para os animais. Além disso, Guilherme precisa arrecadar R$ 56 mil por mês para conseguir arcar com as despesas fixas. “Os gastos com ração, funcionários, material de limpeza, luz e água, além de veterinário, castração e vacina, são custeados com esse valor”, explicou.
O trabalho não é fácil e não recebe ajuda do poder público. “O prefeito tem ciência da nossa situação, já veio ao abrigo, assim como os vereadores, e já foram realizadas diversas reuniões. Mas a realidade é um verdadeiro conosco. Por isso eu recorro a ajuda das pessoas para fazer esse trabalho.
Quem quiser ajudar pode realizar doações via PIX, para a chave: ongprotetorgm@gmail.com. O abrigo ainda promove feiras regularmente, as sextas e sábados, para que os animais possam ser adotados. Mais informações estão disponíveis no instagram @protetordepet https://instagram.com/protetordepet?igshid=YmMyMTA2M2Y=.
Por Guilherme Mattos/Foto: divulgação