As mudas de Ipê amarelo que foram plantadas na Avenida Koeler ao longo das margens do Rio Quitandinha, foram depredadas por vândalos. Ao menos 6 delas sofreram com quebra, cortes ou foram arrancadas. A prefeitura de Petrópolis comentou que o ato foi criminoso e desrespeitoso, e também afirmou que vai replantar novas mudas nos próximos dias.
Em abril deste ano, a Prefeitura, por meio da Secretaria do Meio Ambiente iniciou os trabalhos um termo de compromisso e compensação ambiental com município, o local contemplado da vez foi a Avenida Koeler, com o plantio de 90 mudas de Ipê amarelo ao longo das margens do Rio Quitandinha. Contudo, o plantio foi considerado irregular pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que informou na época que a Prefeitura municipal não enviou um pedido de intervenção à instituição. O instituto é quem cuida da área, por ser um patrimônio cultural tombado desde de 1964 com inscrição no livro “Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico” do IPHAN.
Na ocasião, o IPHAN enviou um ofício à Secretaria do Meio Ambiente determinando a paralisação do plantio de Ipês-Amarelos na Avenida Koeler, porém a ação continuou, e por conta disso foi marcada uma reunião para que o órgão municipal mostrasse o planejamento da arborização no local. Como não houve previamente o encaminhamento de documentos sobre o projeto à instituição, a Secretaria ficou de encaminhar dados do programa para análise, e considerações, conforme determina a Portaria IPHAN nº 420/2010.
De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, é fundamental protocolar uma intervenção em bem tombado para que não haja descaracterização do Patrimônio Cultural. E para o plantio de ipês amarelos se fazia necessária uma avaliação ambiental e paisagística porque, neste caso, se trata de uma monocultura, já que do ponto de vista ecológico, o melhor a se fazer é mesclar diferentes espécies.
A nossa equipe questionou a Prefeitura e o IPHAN sobre o desfecho dado por eles em relação ao plantio irregular e apresentação do plano que a prefeitura municipal teria que ter apresentando antes de começar as ações ambientais em patrimônios tombados, até o final desta edição não obtivemos resposta de ambos.
Por Leandra Lima/ Foto: divulgação