Por Gabriel Rattes
O Correio Petropolitano dá continuidade à série especial de entrevistas com candidatos às eleições de 2026 que possuem vínculo com Petrópolis. A iniciativa reúne nomes que disputam vagas para deputado estadual e deputado federal e busca apresentar as propostas de cada candidato para os principais problemas da cidade e da Região Serrana. As entrevistas seguem o mesmo formato para todos os participantes, com as mesmas perguntas e o mesmo prazo para envio das respostas.
Nesta edição, o entrevistado é Matheus Quintal, candidato a deputado federal pelo Partido Liberal – PL. Entre as propostas apresentadas estão a articulação por recursos federais para mobilidade urbana, o fortalecimento do atendimento especializado em saúde, investimentos em infraestrutura e educação e a preparação de projetos para prevenção de desastres antes da ocorrência de novas tragédias.
Entrevista
Correio Petropolitano: Como deputado federal, quais medidas você pretende defender para melhorar o transporte público de Petrópolis e da Região Serrana?
Matheus Quintal: Esse é um dos problemas que mais traz sofrimento para nossa população. Como deputado federal, vou colocar Petrópolis na “mesa do Governo Federal” e garantir que a cidade tenha projetos tecnicamente preparados para disputar esses recursos. Vou buscar recursos federais que impulsionem projetos de mobilidade urbana, do Estado ou do Município, promovendo melhorias como renovação ou aquisição de frota, terminais ou sistemas inteligentes de transporte.
CP: Quais são suas prioridades para melhorar a saúde pública do município e como pretende atuar para ampliar os recursos destinados à cidade?
MQ: Os nossos maiores desafios na saúde em Petrópolis são o tempo de espera nas filas e a falta de atendimento especializado. Por isso, meu compromisso é fazer o orçamento federal chegar a Petrópolis em forma de atendimento, equipamento, estrutura e procedimento. Precisamos fortalecer a porta de entrada, o diagnóstico e o atendimento especializado. Precisamos explorar melhor a telessaúde como forma de diminuir a sobrecarga do sistema. Vou fiscalizar cada centavo do dinheiro federal, porque tão importante quanto trazer o recurso é saber onde e como ele está sendo aplicado.
CP: Quais medidas você considera prioritárias para a educação de Petrópolis e da Região Serrana e que papel pretende exercer na busca por recursos e investimentos?
MQ: Nós não podemos mais tolerar que nossos alunos não tenham merenda de qualidade, que falte material escolar ou uniforme. Eu quero garantir que os recursos federais cheguem a Petrópolis e que se transformem em dignidade para os nossos alunos. Tudo isso em parceria com a Prefeitura, promovendo, através desses recursos, mais aprendizado. Também vou defender continuamente, na Câmara Federal, a valorização dos nossos professores. Que eles tenham melhoria nas condições de trabalho, formação e capacitação contínua.
CP: Que propostas você defende para ampliar os investimentos em prevenção, drenagem, contenção de encostas, monitoramento e resposta a emergências, evitando que ações ocorram somente depois das tragédias?
MQ: Essa pergunta me remete diretamente a 2022 e a tudo que vivemos. Não quero esperar a chuva destruir para depois buscar dinheiro. Quero trabalhar para que Petrópolis tenha projetos prontos e recursos garantidos antes da próxima tragédia. Meu mandato vai trabalhar fortemente para que Petrópolis não chegue a Brasília apenas depois da chuva. Vamos chegar antes, com mapa de risco, projeto de engenharia e prioridade definida. Vamos trabalhar para que nossos sistemas de monitoramento sejam cada vez mais eficientes, ampliar sensores, pluviômetros, alertas e integração das Defesas Civis. E garantir que, quando ocorrer um desastre, os recursos federais cheguem rapidamente para assistência e reconstrução.
CP: Como você pretende atuar, caso eleito, para garantir que Petrópolis tenha acesso a recursos, programas e investimentos dos governos estadual e federal, independentemente de alianças políticas?
MQ: Eu acredito que a política é feita de diálogo e, por isso, não vou permitir que Petrópolis seja prejudicada porque o prefeito é de um partido e o governador de outro, ou porque o deputado está na oposição ao Governo Federal. Vou conversar com prefeito, governador, ministros, deputados, senadores e com quem for necessário para trazer investimentos para a nossa cidade. Vou buscar os recursos e programas que beneficiem Petrópolis e cobrar quando o governo estiver errando. Brasília não pode ser lugar de disputa política quando estamos falando do dinheiro e do futuro da nossa cidade.
CP: Caso seja eleito, cite até três compromissos concretos que você pretende assumir com Petrópolis e que possam ser acompanhados pela população ao longo do mandato. Quais resultados você considera possível entregar nos primeiros dois anos de atuação?
MQ: O primeiro é buscar recursos para aquilo que Petrópolis realmente precisa, e não para aquilo que fica bonito em uma prestação de contas. O segundo é brigar pelos projetos da nossa cidade em Brasília. Não esperar que as coisas aconteçam. Ir atrás, bater na porta, conversar com quem for preciso e cobrar até acontecer. E o terceiro, talvez o mais importante, é prestar contas. Quero que o petropolitano saiba onde está cada recurso que ajudei a trazer, quanto foi investido e o que foi entregue. Meu maior compromisso é fazer o mandato chegar onde mais importa: na vida das pessoas.