A vereadora Júlia Casamasso encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) um pedido de prisão do prefeito de Petrópolis, Hingo Hammes, diante das denúncias de descumprimento da resolução do TSE, sobre a oferta de transporte público no domingo de eleições. Segundo relatos recebidos pelo mandato e divulgados nas redes sociais, diversos bairros e comunidades ficaram sem ônibus, impedindo que parte da população chegasse aos locais de votação para exercer seu direito ao voto.
Além disso, a vereadora reforçou, em âmbito local, o pedido apresentado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitando a prorrogação da votação até as 19h em Petrópolis, diante das dificuldades enfrentadas pela população para chegar às urnas.
“O prefeito mentiu ao TRE, pois informou que colocaria em circulação a mesma frota, com todas as linhas e itinerários dos dias úteis, mas não foi isso que vimos na prática. É um absurdo que a população tenha que enfrentar tantos transtornos para conseguir exercer um direito fundamental, que é o direito ao voto”, afirmou Júlia Casamasso.
Na última semana, o mandato já havia oficiado o Ministério Público Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a Prefeitura de Petrópolis, solicitando providências para garantir o transporte público durante o pleito. Entre as medidas cobradas estavam a implementação da tarifa zero, a circulação regular da frota em horários equivalentes aos dias úteis e a recomposição da frota da empresa TURP, que está sob intervenção municipal, para assegurar o atendimento de todas as linhas.
O mandato também solicitou que a prefeitura utilizasse ônibus escolares, se necessário, para reforçar a operação e evitar que comunidades inteiras ficassem sem acesso ao transporte público em um dia fundamental para a democracia.
Apesar das solicitações, as denúncias recebidas apontam um cenário contrário ao que deveria ser garantido. Moradores relataram a ausência de ônibus em diferentes localidades, comprometendo o deslocamento de eleitores até os locais de votação.
A oferta de transporte público no dia das eleições é uma medida essencial para que o direito ao voto seja exercido por toda a população, independentemente de sua condição econômica ou do local onde mora. A ausência de linhas e a insuficiência da frota podem criar obstáculos concretos à participação democrática, especialmente para quem depende exclusivamente do transporte público.