Por Gabriel Rattes
Um novo capítulo foi acrescentado à disputa judicial envolvendo o Palácio Grão-Pará, em Petrópolis. Após obter na Justiça a reintegração de posse do imóvel, o príncipe Dom Pedro Tiago de Orleans e Bragança constatou o desaparecimento de bens pessoais que estariam na residência durante o período em que ficou impedido de acessar o local, entre eles, segundo a defesa, um carro utilizado pelo integrante da Família Imperial.
A informação foi confirmada ao Correio Petropolitano pelo advogado do príncipe, Fabrizio Bon Vecchio. Segundo ele, a ausência dos objetos só foi percebida após o cumprimento da decisão judicial que devolveu a posse do imóvel ao integrante da Família Imperial e um boletim de ocorrência já foi registrado para apurar o desaparecimento.
Bens estavam encaixotados
De acordo com a defesa, ao retornar ao Palácio Grão-Pará, Dom Pedro Tiago encontrou seus pertences pessoais embalados e acondicionados em caixas. Foi durante a organização desses materiais que o príncipe percebeu que alguns itens não estavam mais no imóvel. O advogado não detalhou quais objetos estariam desaparecidos.
Ainda segundo a defesa, um boletim de ocorrência já foi registrado para apurar o desaparecimento dos bens. Além disso, a Companhia Imobiliária de Petrópolis deverá ser notificada para prestar esclarecimentos sobre o paradeiro dos objetos que permaneciam no imóvel durante o período da disputa possessória.
Carro foi o primeiro item percebido
Embora não tenha confirmado oficialmente a lista completa dos bens desaparecidos, Fabrizio Bon Vecchio informou que o veículo utilizado por Dom Pedro Tiago foi o primeiro item cuja ausência foi identificada após o retorno ao imóvel.
A defesa também informou que pretende levar ao Poder Judiciário todos os prejuízos que entende terem sido causados ao príncipe durante o episódio que resultou na ação de reintegração de posse.
Disputa segue na Justiça
No último dia 11 de junho, a 2ª Vara Cível de Petrópolis concedeu liminar determinando a reintegração de posse do Palácio Grão-Pará a Dom Pedro Tiago de Orleans e Bragança. A Justiça entendeu que houve esbulho possessório após a troca das fechaduras e o impedimento de acesso ao imóvel.
Posteriormente, a Companhia Imobiliária de Petrópolis apresentou pedido de reconsideração, alegando que o imóvel havia sido retomado após o encerramento de um contrato de comodato firmado com o pai do príncipe. O pedido, porém, foi rejeitado pela Justiça, que manteve integralmente a liminar. O processo principal segue em tramitação na 2ª Vara Cível de Petrópolis.
O Correio Petropolitano procurou a Companhia Imobiliária de Petrópolis para comentar as alegações e aguarda um posicionamento.