Empresa deverá ajustar a operação a partir do primeiro minuto desta quinta-feira (17/09)
A Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) determinou, nesta quarta-feira (16/9), a retirada de 32 ônibus da concessionária Turp das ruas de Petrópolis. A medida rigorosa atende a uma decisão judicial expedida pela 4ª Vara Cível do município, que exigiu ações diante do estado dos veículos da empresa.
Para cumprir a determinação, todos os 133 veículos da frota da empresa foram submetidos a duas vistorias rigorosas. O resultado mostrou que aproximadamente 24% de toda a operação da Turp foi reprovada ou impedida de circular.
O ofício, que determina o bloqueio, é assinado pelo diretor-presidente da CPTrans, Luciano Moreira da Silva Varricchio, e detalha a situação dos 32 coletivos alvos da decisão, com base em inspeções realizadas nos dias 09, 14 e 15 de setembro.
Veículos reprovados
Vinte e cinco veículos foram reprovados por falhas e devem ser retirados imediatamente de circulação, com o cancelamento de escalas e proibição de novas saídas, inclusive para reforços ou reservas. Cinco coletivos que faltaram à inspeção sob a justificativa de estarem em manutenção deverão permanecer fora de operação e disponibilizadas à fiscalização nas garagens, visto que a ausência não comprova a correção de irregularidades. Embora tenham sido aprovados com restrições, dois veículos de prefixo 6071 e 6317 foram suspensos preventivamente por problemas de segurança, como vazamento de óleo e alertas no sistema de freios ABS.
A CPTrans estipulou que a empresa tem que retirar todos os veículos citados até o fim do dia desta quarta-feira, e a partir do recebimento da notificação, para informar a retirada e o local de guarda dos ônibus. Além disto, precisará enviar um plano de contingência com a frota apta e disponível para não deixar as linhas afetadas desassistidas.
Perícia em ônibus incendiado aponta falha elétrica
O laudo também trouxe respostas sobre o ônibus da Turp (prefixo 6315) que foi totalmente destruído por um incêndio no início de agosto. A avaliação técnica descartou que o fogo tenha começado por vazamento de combustível ou quebra grave do motor.
Segundo os peritos independentes, os vestígios materiais apontam que o incêndio teve origem em um fenômeno elétrico (como um curto-circuito) na região dianteira do veículo, próximo ao posto do motorista e ao painel de fusíveis. O documento alerta que esse achado é de “especial importância”, pois dezenas de outros ônibus da frota continuavam rodando com fiações expostas, soltas e remendadas de forma perigosa.
Foto Arquivo