Por Wellington Daniel
O fim dos contratos da Prefeitura de Petrópolis com o consórcio Limp-Serra ainda deixa pontos em aberto em relação ao lixo do município. Quase uma semana após o encerramento dos acordos, o município ainda não informou quais medidas foram tomadas em relação aos serviços relacionados a coleta, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos de saúde e da remediação e monitoramento do aterro de Pedro do Rio.
O contrato que previa esses termos terminou na semana passada, após diversas prorrogações, como aconteceu em relação aos resíduos urbanos. As novas licitações, que deveriam ocorrer no fim de junho, para a contratação dos serviços foram suspensas por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
No site da Companhia Petropolitana de Desenvolvimento (Comdep), são informados apenas dois contratos emergenciais, com prazo de 180 dias. Em um deles, é previsto o aluguel de caminhões e equipamentos para a coleta de lixo urbano. Já outro, prevê a destinação final dos resíduos também urbanos.
No domingo, a Prefeitura também trouxe alguns esclarecimentos em relação a coleta de lixo no município por meio de nota, após questionamentos do Correio Petropolitano. Disse que a Comdep opera em regime de hora-extra e espera normalizar o serviço até o início da próxima semana.
A Comdep ainda reforçou que uma das empresas do consórcio manifestou interesse em não renovar o contrato. Essa informação foi negada pelo Limp-Serra, que diz que apresentou ofício em maio deste ano alegando interesse em continuar a operação do serviço.
Os contratos emergenciais para a coleta de lixo urbano e a destinação final somam mais de R$ 17 milhões. A coleta é feita por trabalhadores da própria Comdep, que, segundo a Prefeitura, são capacitados para o serviço.