No país, 5.507 (99%) municípios aderiram ao PSE, e a previsão é que mais de 25 milhões de estudantes da educação básica sejam assistidos
O Ministério da Saúde anunciou que vai retomar a promoção da educação sexual e reprodutiva e da prevenção de doenças sexualmente transmissíveis no Programa Saúde na Escola (PSE). Segundo o MEC, 100% dos municípios do estado do Rio de Janeiro aderiram ao projeto educacional. Em todo o território nacional, um total de 5.507 municípios aderiram ao Programa, o que representa 99% de taxa de aprovação.
Ao todo serão destinados R$ 90 milhões para os municípios que aderiram ao programa para o ciclo 2023/2024. E a previsão é que mais de 25 milhões de estudantes da educação básica sejam assistidos.
O Programa foi instituído em 2007 e se volta ao desenvolvimento de práticas de promoção de saúde e prevenção de agravos à saúde e de doenças, por meio das escolas em conjunto com as equipes de saúde das regiões.
A psicóloga, Ana Wilbert, destaca a importância da educação sexual nas escolas. “De forma geral, a educação sexual nas escolas, é muito importante no sentido de permitir que esse assunto não seja tratado como tabu ou conteúdo proibido. Assim como aos excessos que comprometam a saúde mental e que podem não ser tratados com o cuidado necessário”, disse.
Em parceria com o Ministério da Educação, a iniciativa além de abordar a educação sexual também vai voltar a trabalhar com outras temáticas que foram deixadas de lado nos últimos anos: a prevenção da violência e acidentes, promoção da cultura de paz e direitos humanos.
Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH) o disque 100 registrou mais de 17 mil violações sexuais contra crianças e adolescentes de janeiro a abril de 2023. Um aumento de 68% em relação ao mesmo período do ano passado. A casa da vítima, do suspeito ou de familiares é o pior cenário, com quase 14 mil violações, o que representa aproximadamente 80% dos casos.
Ainda de acordo com Wilbert. “A educação sexual deve frisar que ninguém pode ser obrigado a fazer o que não deseja na esfera sexual. Mostrar, pelos meios possíveis, as formas de detectar um abuso ou uma tentativa de sedução e encorajar a denúncia através de órgãos competentes e de seus próximos, sem vergonha ou culpa”, explica a profissional.
Por Gabriel Rattes com informações da Agência Brasil – Estagiário/Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil