Segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas Socioeconômicos (Dieese), com base na Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio Contínua (PnadC), feita pelo Instituto Brasleiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em 2023, o rendimento mensal das mulheres no mercado de trabalho é inferior quando comparado ao dos homens. Os dados, divulgados na última segunda-feira (06), mostraram ainda que as mulheres recebem 21% a menos do que os homens, sendo R$ 3.305 para os homens e R$ 2.909 para as mulheres.
A pesquisa também aponta que, mesmo em trabalhos majoritariamente voltados ao público feminino, a renda salarial feminina ainda é menor. Em serviços domésticos, onde preenche cerca de 91% das vagas, o salário é 20% menor que o dos homens. Outros setores muito ocupados pelo público feminino como a educação, saúde e serviços sociais (75%), o rendimento médio é ainda menor: 32%.
Mesmo com graus de escolaridades semelhantes, a diferença de gênero ainda é evidente: os homens que atuam no setor de serviços com menos de um ano de escolaridade recebem R$ 1.061; com ensino fundamental incompleto o valor sobe para R$ 1.226; com ensino fundamental completo chega a R$ 1.386; com médio incompleto R$ 986; com médio completo, R$ 1.470; com superior incompleto, R$ 1.156; e com superior completo, R$ 1.771.
Já as mulheres, no mesmo setor, com menos de um ano de escolaridade recebem R$ 819; com ensino fundamental incompleto, R$ 972; com ensino fundamental completo, R$ 1.092; com médio incompleto, R$ 926; com médio completo, R$ 1.087; com superior incompleto, R$ 1.120; e com superior completo, R$ 1.257.
A advogada Vivian Palafóz de Almeida, conversou com a redação do Correio Petropolitano, onde ela nos disse um pouco sobre o projeto de lei da Câmara dos Deputados que segue em curso, a fim de multar e fiscalizar empresas que não cumpram com a igualdade de remuneração verificada entre homens e mulheres. “Desde a Constituição, em teoria, haveria o princípio da isonomia, o que não acontece na realidade. Apesar das conquistas que nós mulheres conseguimos, a igualdade salarial ainda é um problema sério”, disse.
No Dia Internacional da Mulher, elas contam que, em Petrópolis, se inserir ou até retornar ao mercado de trabalho é um desafio. “Todo lugar que você coloca currículo, as pessoas não chamam. Tem sido bem difícil hoje em dia”, comenta a estudante, Ana Cláudia de Lima. Quem também comentou sobre a situação foi Márcia Regina. A técnica de enfermagem destacou essas dificuldades, mas respondeu com otimismo ao lembrar que, antigamente, as mulheres enfrentavam mais dificuldades.
Por por Larissa Martins e Darques Junior