A Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura (MinC) realizou, nesta quinta-feira (9), uma reunião virtual dos Arranjos Regionais para organizar a próxima etapa da política que vai investir R$ 630,96 milhões no audiovisual brasileiro. O encontro reuniu 121 participantes, entre representantes do Governo Federal, da Agência Nacional do Cinema (Ancine), de estados e municípios parceiros, além da equipe da SAV, evidenciando o alcance nacional da iniciativa.
Participaram da reunião o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, e a secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga.
Márcio Tavares ressaltou o papel dos Arranjos Regionais na descentralização do audiovisual brasileiro. “A gente tem apostado muito no Ministério da Cultura para que o conjunto do ecossistema audiovisual seja capilarizado por todo o território brasileiro. O Brasil tem muita diversidade cultural e potencial para contar histórias capazes de encantar o mundo. Eu acho que essa é uma política para isso: para que a gente possa se ver na tela, nas nossas diferenças e diversidades, mas também para que a infraestrutura industrial se desenvolva em todo o país”, afirmou.
A reunião abordou os prazos para envio e publicação dos editais, as regras relacionadas ao período eleitoral, as ações afirmativas e a criação de um padrão nacional de dados para acompanhamento dos resultados da política.
Ao todo, já foram assinados 41 Termos de Complementação, envolvendo 24 estados e 17 municípios. Desse total, R$ 519,55 milhões são oriundos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), e R$ 111,41 milhões correspondem a contrapartidas locais.
Joelma Gonzaga destacou a qualidade dos planos apresentados por estados e municípios. “Li todos os planos de ação e fiquei muito orgulhosa de ver que vocês aderiram a muitos elos da cadeia: não vamos só filmar, fazer filmes, mas também formar pessoas. A formação e a memória estão muito representadas, e o ecossistema do audiovisual como um todo será contemplado com essa política”, afirmou.
A experiência da RioFilme, empresa pública de fomento ao audiovisual do município do Rio de Janeiro, foi apresentada como exemplo de aplicação do modelo nos territórios. Maurício Hirata destacou como a iniciativa tem contribuído para fortalecer a gestão local dos recursos. “Quando você faz os Arranjos Regionais, permite que os entes localizados mais próximos de cada polo de produção formatem projetos específicos para aquele momento e para aquela localidade”, disse.
Também foi discutida a adoção de um padrão nacional de dados, medida que deve aprimorar o monitoramento dos resultados e ampliar a transparência na execução dos Arranjos Regionais.