Artista chileno, que integra a exposição “Mais belo é o rio que corre” com a obra “The Cloud”, estará em Petrópolis para conhecer a mostra, em cartaz até fevereiro de 2027
O artista chileno Alfredo Jaar, que integra a exposição “Mais belo é o rio que corre” com a obra “The Cloud” (ou “La Nube”), estará no Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis, nesta quarta-feira (19), às 12h. Reconhecido internacionalmente por uma produção que aborda questões sociais, políticas e humanitárias, Jaar visita a mostra, que propõe uma reflexão sobre os rios, suas forças, fluxos e confluências.
Com curadoria de Marcelo Campos e assistência de curadoria de Rodrigo Duarte, “Mais belo é o rio que corre” reúne mais de 100 obras de mais de 40 artistas, em diferentes linguagens, propondo uma reflexão sobre os rios não apenas como elementos da paisagem, mas como territórios de encontro, circulação, memória, resistência e transformação. A mostra já recebeu mais de 310 mil visitantes em menos de dois meses e bateu recorde de público no dia da estreia, quando recebeu 16 mil visitantes em um único dia. A exposição toma a confluência como conceito central: quando dois rios se encontram, eles podem correr lado a lado por algum tempo, preservando cores e densidades distintas antes de se combinarem. Mesmo unidos, não deixam de carregar suas origens. A confluência, nesse sentido, é entendida como um encontro que amplia, fortalece e transforma, sem apagar diferenças.
É nesse contexto que se insere “The Cloud” (ou “La Nube”). Na exposição do Quitandinha, a versão inédita da obra aproxima a experiência dos rios de outros fluxos e deslocamentos que marcam o mundo contemporâneo, acrescentando à mostra reflexões sobre os limites construídos entre territórios e pessoas. Este projeto de Alfredo Jaar foi realizado em diferentes formatos ao longo de sua trajetória, abordando temas como migração, fronteiras e crises humanitárias. Uma de suas versões mais conhecidas foi apresentada em 2000, na fronteira entre México e Estados Unidos, durante o projeto inSITE2000, quando o artista criou uma enorme nuvem formada por mil balões brancos sobre a cerca fronteiriça em Tijuana. Outra versão foi exibida na EVA International, na Irlanda, em diálogo com a crise migratória europeia.
Artista, fotógrafo, arquiteto e cineasta, Alfredo Jaar nasceu em Santiago, no Chile, em 1956, e vive e trabalha em Lisboa. Sua obra foi amplamente exibida em instituições e exposições internacionais, com participações em quatro edições da Bienal de Veneza, quatro da Bienal de São Paulo e duas edições da Documenta de Kassel. No Brasil, realizou uma importante exposição individual no Sesc Pompeia, em São Paulo, em 2021.
Entre seus reconhecimentos mais recentes estão a Medalha Edward MacDowell e o 11º Prix Pictet, ambos recebidos em 2025. Jaar também recebeu o Hiroshima Art Prize, em 2018, e o Hasselblad Award, em 2020, além de bolsas da Fundação Guggenheim e da Fundação MacArthur. Sua obra integra coleções de instituições como Museum of Modern Art (MoMA) e Guggenheim Museum, em Nova York; Tate, em Londres; Centre Pompidou, em Paris; MASP, em São Paulo; e Museo Reina Sofía, em Madri.
“Mais belo é o rio que corre” permanece em cartaz no Centro Cultural Sesc Quitandinha até 28 de fevereiro de 2027.
Serviço
Exposição “Mais belo é o rio que corre”
Local: Centro Cultural Sesc Quitandinha
(Av. Joaquim Rolla, 2 – Quitandinha, Petrópolis)
Período de visitação: até 28 de fevereiro de 2027
Horário: terça a domingo e feriados, das 10h às 17h
Entrada gratuita